sábado, 8 de maio de 2010

Engenharia Naval - UFPE

Com exceção de oceanografia, que terá vagas preenchidas pelo Enem, os demais vão utilizar o exame como substituto da 1ª fase do vestibular. Já o novo curso terá 30 vagas


Engenharia naval será o mais novo curso ofertado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A graduação, que só existe nos estados do Pará, Rio de Janeiro e São Paulo, foi escolhida para atender a demanda do Complexo Industrial de Suape. Devem ser oferecidas cerca de 30 vagas para o próximo ano, no campus Recife. A decisão foi tomada ontem, durante a reunião do conselho universitário, realizada no auditório do Centro de Tecnologia e Geociências da UFPE (CTG). No encontro, também foi aprovada a manutenção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como substituto da 1ª fase do vestibular. A decisão, antecipada ontem pelo Diario, foi acatada por 32 dos 41 conselheiros. A exceção fica por conta do curso de oceanografia, que terá o Enem como forma única de ingresso. Isso significa que esses feras não precisarão fazer a 2ª fase e que as 25 vagas disponíveis para 2011 serão preenchidas através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).


Segundo o reitor da UFPE, Amaro Lins, a mudança em relação à oceanografia foi motivada pela própria mobilidade do curso
"Já estamos em fase avançada de implantação do curso de engenharia naval. Mas ainda não decidimos se ele será aberto para a 1ª ou para a 2ª entrada do ano que vem", afirmou a pró-reitora acadêmica da UFPE, Ana Cabral. Para os feras que ainda estão em dúvida sobre qual carreira seguir, o engenheiro naval projeta e coordena a construção de embarcações, planeja o transporte de produtos do comércio marítimo e desenvolve tecnologias para submarinos e plataformas flutuantes. Os salários variam entre R$ 4 mil e R$ 10 mil. Segundo Ana Cabral, o projeto pedagógico do curso está praticamente concluído. Ela afirmou que medicina, na unidade acadêmica de Caruaru, também pode ser ofertada em 2011. Tudo vai depender da negociação de um imóvel próximo ao campus.

Embora o Enem tenha sido mantido pela UFPE, o formato do vestibular sofreu algumas mudanças neste ano. Agora a 1ª fase valerá 50% da nota total do candidato. No ano passado, a etapa valia 45%, já que não foi aplicado o teste de língua estrangeira, prometido pelo Ministério da Educação (MEC) para este ano. A redação que valerá nota é a do Enem.Em 2009, por conta do vazamento e, consequentemente, do atraso na saída do resultado da prova nacional, a UFPE decidiu fazer uma redação própria, preparada pela Comissão de Vestibular (Covest). O edital do vestibular 2011 deve sair no mês de junho. O Enem deve ser aplicado nos dias 6 e 7 de novembro e a 2ª fase da Covest está prevista para a primeira ou a segunda semana de dezembro. A expectativa é de que o resultado final, soma das notas do Enem e da 2ª fase, saia em janeiro.

Vestibular extra - Diferente das demais graduações, as vagas de oceanografia serão preenchidas apenas pelo Enem. Segundo o reitor Amaro Lins, a mudança foi motivada pela própria mobilidade do curso. "Só existem dez graduações de oceanografia no país. Percebemos que o interesse por ela é grande em outros estados", justificou. Cerca de 30% dos alunos da graduação são de outros estados e a mudança pretende evitar os índices de evasão. Do último vestibular, sobraram 190 vagas nas engenharias. Outras 115 ficaram remanescentes das licenciaturas de física, matemática e química, todas no campus de Caruaru. Para preencher essas vagas, a UFPE realizará vestibulares extras ainda neste primeiro semestre. As provas das engenharias seguirão o padrão do ano passado, ou seja, utilizarão a nota do Enem em substituição à 1ª fase. A 2ª fase, no entanto, será formada por testes de química, física, matemática, redação e duas questões discursivas de português. Já em Caruaru, a nota do Enem será dispensada e a média do candidato será composta apenas pelas provas aplicadas pela Covest em dois dias. As datas das provas ainda não foram definidas.

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