quarta-feira, 6 de outubro de 2010

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Depois de décadas sem postar, venho aqui para postar algo...

Minha vida mudou muito desde o ultimo post, e venho aqui comentar algumas mudanças de mentalidade e comportamento que tive nesse ano e meio de universidade...

Para começar, gostaria de enunciar que a minha visão das coisas mudaram bastante, o véu da perfeição dos primeiros períodos caiu... Como naquele comercial do sonho de valsa, depois de um tempo a ilusão termina...
Presencio uma falta de critérios imensa para o ingresso no curso de engenharia. Período após período, os calouros sempre entram sem preparação prévia e esses só vão sentir a dificuldade depois. Vagas são colocadas aos montes sem que haja uma estrutura que não faça da retenção de alunos no básico um problema... Tiro pela minha entrada, o curso de engenharia cartográfica só recebeu 2 alunos de todo mundo que entrou comigo, e mesmo estes 2 caras, se empenhando bastante, será que eles acabarão o curso? Mesmo tendo entrado com média 4.2 ... 2 semestres e média 4.2???? E os caras que entraram com média zero no curso? MÉDIA ZERO!! Eles faltaram todas as provas desde o primeiro período e mesmo assim não foram jubilados da universidade pública... quem paga a conta ? Tiririca vai pagar a conta ??????

O problema é a educação básica mesmo, a cultura popular de que... ser o cara que se dá mal nas notas significa ser popular na escola...

mas deixando esse papo Cristovão Buarque de lado... Convido você, caro estudante de engenharia, a pensar comigo e refletir sobre uma questão... Você sabe resolver integrais gigantescas e cheias de subistituições impossíveis. Você sabe equilibrar uma gangorra executando cálculos precisos de massa, deformação e essas coisas físicas... MASSSSS!!!

Você lembra como fazer uma divisão com decimal no papel? Sem a ajudinha da velha amiga Casio fx-82ms.

Me deparei com esse pequeno problema um dia desses fazendo um simples cálculo de média, e pensei... Fodas eram os caras que estudavam sem calculadora... na tora, na mão, no papiro... esses caras sim eram fodas! Gauss era foda, Newton era foda, Kepler era foda, Torric... não, Torricelli não era tão foda... mas enfim!

Somos uns merdas dependentes de máquinas que realizam o trabalho pesado pra nós...

Amanhã volto com a história de um garotinho alien alemão do século XVIII


Para todos os estanhos leitores daqui

9 comentários:

  1. Cara, gostei do que postou, na verdade nós alunos de engenharia nos embaralhamos sim um bocado com contas, como subtrair 1,75 de 80,0, coisas do tipo, que são simples, mas nos fixionamos tanto a fazer cálculos em calculadoras que nem ligo mais em fazer 3+5 na minha HP, vou no embalo, mas lembrando que não sei em sua instituição, mas na minha não é permitido calculadoras em provas de cálculo ou linear, o que nos obriga a resolver integrais infinitas, combinações sem fim sem a calculadora, o que prova que ao resolver 1,75-80, o que é existe não é um não saber, mas sim uma preguiça imunda que vc adquire quando começa a usar uma calculadora.

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  2. É caro elvin, raras são as provas que podemos usar a velha calculadora... até agora, só as de quimica e estatística foram as que isso foi possível (afinal, fazer LN de 4,025 ou 42! na mão é um pouco tenso!)

    Nem nas de física o uso é permitido na UFPE

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  3. Liberado aqui nas provas de física tbem, é osso sem elas!KKK

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  4. Olá meu nome é Danilo e venho acompanhando seu blog desde que você divulgou ele na comunidade de Engenharia Civil. E posso dizer que sua iniciativo provocou um insentido para mim iniciar um blog também. Nesta sua postagem quase vejo um reflexo do que sinto e do que estou vivendo aqui no curso de engenharia da UVA, penso que muitos problemas que enfrento seja corriqueira de todos os cursos como posso vê na sua postagem. E vejo hoje que muitas ilusões da profissão tenha se perdido nestes últimos três semestres. Mas ainda tento resgatar os velhos sonhos e buscar em outros lugares inspiração para melhorar o curso. Parabéns pelo seu blog.

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  5. Ohhh carinha achei que tinha desistido.... eu um pobre estudante do ensino médio ficava muito agradecido com a dicas... que bom que voltou^^^.
    OSS.

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  6. Bem .. pequena Observaçao ..
    Calculadoras existem a milhares de anos.
    O modo mais primitivo de calcular pode ter surgido antes mesmo dos números. Eram usadas pedras, dai a origem do nome(pedra ..cálculo).

    Logo: no tempo de boa parte desses citados ai existiam calculadoras .. , rudimentares ou nao, existiam.

    E ainda hj em alguns países se usa calculadoras antigas, rudimentares , ou não eletrônicas. Mecânicas mesmo ..
    Inclusive ja vi usuarios extremamente rápidos e habilidosos com alguns desses equipamentos.

    A gente podia até pesquisar e conversar sobre o assunto.

    Bem .. uma pergunta:
    Você engenheiro Nerd é a favor do Jubilamento?

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  7. claro Metamorfose, elas existiam sim, meu avô tinha uma calculadora mecânica que funcionava à manivela de 15 dígitos que era bem legal...

    ... mas é claro que as pequisas de hoje são muito mais "simples" com os computadores cheatados atuais.

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  8. ... e sim, sou a favor do jubilamento, mas não como ele é "praticado" hoje na UFPE, os cursos de exatas sofrem bastante com a falta de base do ensino fundamental e médio. E acho que os critérios para a Área II deveriam ser diferentes.

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  9. "Gauss era foda, Newton era foda, Kepler era foda, Torric... não, Torricelli não era tão foda... "


    kkkkkkkkkkkkk

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