domingo, 31 de outubro de 2010

Reflexões vagas acerca do futuro

Há alguns dias em que você fica cansado de tudo, toda aquela pressão em sua cabeça, todo aquele frenesi de informações e responsabilidades... Mas, o que acontece quando esses dias se tornam semanas?
É o que venho experimentando nas ultimas 2 ou 3 semanas, e a pergunta que vem em minha mente é:
Será que vale a pena?

Todo esse ritmo de assuntos na universidade, todas essas coisas abstratas que estudamos, toda a futilidade que existe e nos cerca em qualquer lugar. Algumas pessoas que me rodeiam estão anestesiadas pela promessa do emprego "dá-pro-gasto" garantido pelo diploma com os termos "Engenharia", "Universidade Federal", "Escola de Engenharia de Pernambuco", "desde 1895"...

Será que precisamos nos martirizar tanto por um salário mísero, limitado pelo patrão? Será que a fantasia imposta pelo monstro do capital é alcançável por quem não tem nada? Pelos que não têm berço de ouro, pelos que não tem conhecidos na política, ou pelos que não ganharam na loteria?

Todo esse sistema dominante, e toda essa mídia sensacional... Sem falar, e já falando, na tendência atual de rumar à um cargo público, através dos famigerados concursos, buscando a estabilidade financeira e no trabalho.

Mas aí é que me vem a questão... E nesses concursos nos quais são aceitos qualquer curso superior para determinado cargo, o critério de desempate é a idade do candidato. Seria isso justo conosco de engenharia?

Não desmerecendo o curso mas, e uma pessoa que fez... hum, sei lá, pedagogia em um curso à distância desses de qualquer esquina???
O que vocês acham, caros leitores, é justo?

Enfim, esses são o pensamentos que venho divagando nessas semanas.

Mas sempre tenho um exemplo à seguir, sempre tenho alguém em quem me inspirar, e sempre tento dar o melhor de mim em tudo que faço.

O brasileiro é, acima de tudo, um forte...

é com esse tom melancólico que termino esse post

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O menino que não sabia brincar

Como prometido, venho hoje contar uma historinha peculiar do mundo da matemática.

Reza a lenda que tudo começou em 1784 quando um garotinho de 7 anos entrou para a escolinha do bairro. Como todos os pirralhos eram umas pestes e só sabiam azucrinar a vida do diretor Butner, que por muitas vezes aplicava castigos severos nas criancinhas que só queriam brincar...

...Mas, depois que o garotinho maroto de 7 anos entrou na escola, tudo ficou muito diferente!

O pequeno Carl não tava muito afim de ir para a escola pois já tinha aprendido a ler e a somar sozinho em casa, durante o tempo que ficava ocioso por lá (já que não tinha internet, video-games, ou pornografia gratuita em qualquer esquina). Mas mesmo assim era obrigado a ir e realizar todas aquelas chatas interações sociais!

Voltando para a história do diretor...
Puto da vida com todos aqueles pirralhos, o diretor teve uma brilhante idéia... PLIM!! "Vou colocar esses capetinhas para escrever de 1 à 100 e logo após somar todos eles... Muahaha, isso vai me dar uma tarde de calmaria" - O infeliz, no entanto não contou com a astúcia do menino Carl que com poucos segundos após o diretor ter enunciado o problema gritou: ligget se! Sua resposta, 5050!

O diretor ficou abismado com a incrível capacidade do menino que havia acabado de criar uma formula para a soma de uma Progressão Aritmética finita, e começou a dar uma atenção especial ao jovem que mais tarde não seria mais conhecido pelo seu primeiro nome, Carl mas sim por...

...Gauss, isso mesmo, Carl Friedrich Gaus foi o primeiro Joselito conhecido. O pequeno provou muitas deduções matemáticas além de realizar inúmeras observações astronômicas e descobrir por meio de cálculos, e ausência total de algum telescópio que prestasse, a existência do planetóide Ceres... Além de claro, contribuir bastante para a física e a ciência como um todo, já que inventou o Método dos Mínimos Quadrados que é imprescindível na ciência experimental atual...

...Ok! Gauss era cheatado! Tinha Gameshark cerebral ativado forever... com um QI de 240, não seria pra menos!...


... E você se gabando por tirar notas boas em física e química no ensino médio, hein?

Reflita

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

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Depois de décadas sem postar, venho aqui para postar algo...

Minha vida mudou muito desde o ultimo post, e venho aqui comentar algumas mudanças de mentalidade e comportamento que tive nesse ano e meio de universidade...

Para começar, gostaria de enunciar que a minha visão das coisas mudaram bastante, o véu da perfeição dos primeiros períodos caiu... Como naquele comercial do sonho de valsa, depois de um tempo a ilusão termina...
Presencio uma falta de critérios imensa para o ingresso no curso de engenharia. Período após período, os calouros sempre entram sem preparação prévia e esses só vão sentir a dificuldade depois. Vagas são colocadas aos montes sem que haja uma estrutura que não faça da retenção de alunos no básico um problema... Tiro pela minha entrada, o curso de engenharia cartográfica só recebeu 2 alunos de todo mundo que entrou comigo, e mesmo estes 2 caras, se empenhando bastante, será que eles acabarão o curso? Mesmo tendo entrado com média 4.2 ... 2 semestres e média 4.2???? E os caras que entraram com média zero no curso? MÉDIA ZERO!! Eles faltaram todas as provas desde o primeiro período e mesmo assim não foram jubilados da universidade pública... quem paga a conta ? Tiririca vai pagar a conta ??????

O problema é a educação básica mesmo, a cultura popular de que... ser o cara que se dá mal nas notas significa ser popular na escola...

mas deixando esse papo Cristovão Buarque de lado... Convido você, caro estudante de engenharia, a pensar comigo e refletir sobre uma questão... Você sabe resolver integrais gigantescas e cheias de subistituições impossíveis. Você sabe equilibrar uma gangorra executando cálculos precisos de massa, deformação e essas coisas físicas... MASSSSS!!!

Você lembra como fazer uma divisão com decimal no papel? Sem a ajudinha da velha amiga Casio fx-82ms.

Me deparei com esse pequeno problema um dia desses fazendo um simples cálculo de média, e pensei... Fodas eram os caras que estudavam sem calculadora... na tora, na mão, no papiro... esses caras sim eram fodas! Gauss era foda, Newton era foda, Kepler era foda, Torric... não, Torricelli não era tão foda... mas enfim!

Somos uns merdas dependentes de máquinas que realizam o trabalho pesado pra nós...

Amanhã volto com a história de um garotinho alien alemão do século XVIII


Para todos os estanhos leitores daqui