quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Vestibular no meio do ano - CONFIRMADO

É... Parece que nossa amiga COVEST aprendeu com  o vestibular do ano passado, e com a "capacidade" (ou a falta dela) dos alunos que prestam vestibular para o Conjunto de engenharias CTG e evitou que mesmo desastre acontecesse: quem não lembra veja esse post

Acontece que esse ano ela ofereceu apenas as vagas para a primeira entrada - um total de 385 - e deixou o restante das 290 vagas para serem preenchidas por outro vestibular que acontecerá no meio do ano.


E galera... PELO AMOR DE GAUSS! Tirem mais que 2 nas provas específicas!





Troca de Links - postagem de outros blogs

sábado, 22 de janeiro de 2011

Escolhas, mudanças e um novo mundo a vista

Olá caras pálidas! Sei que não posto como antes mas... a vida é assim, as prioridades mudam, as pessoas mudam, tudo muda... Eu mesmo posso falar que mudei bastante desde aquele primeiro post de apresentação aqui no blog.
Venho aqui comunicar que o clima de melancolia daquele outro post parece ter passado... UHULL!
Vim também depois desse tempo informar que mudei de curso... Isso mesmo: MUDEI DE CURSO!
Mas não há motivos para se desesperarem. Mudei para Engenharia da Computação!
Antes de solicitar a mudança pensei em alguns fatores e algumas perguntas que tive que fazer para mim, mas a principal foi:


Por quê?



-Eletrônica é um curso muito bom, apesar de ser bem... puxado, digamos assim. Mas após algum tempo ali dentro e compartilhando experiências com meus colegas, seja de eletrônica, seja de civil, e até as meninas de química, vi que o CTG não era meu lugar... Ok, tá certo que eu tinha vontade de trabalhar em um dos laboratórios do DES, mas isso já não era ambição, era só uma "vontade"...

Parei um pouco e pensei no que eu mais gostava dentro daquele verdadeiro "bioma acadêmico" e cheguei a algumas conclusões meio malucas como estudar mais física e migrar pro departamento de física e me tornar um físico experimental. Pensei também em ficar em eletrônica mesmo e seguir meu curso com todos os altos e baixos e reprovações em cadeiras com a romena e etc. Até que quando estava no meio de um jantar solitário em dezembro cheguei a uma conclusão!


Vou mudar de curso! E vou pra computação!

Aquela idéia me parecia plausível e bem legal à primeira vista. Afinal eu gostei muito de programação e eu iria estudar no CIn (Mais informações) que é o melhor centro da UFPE na minha opinião, e possui vários add-ons que os outros centros não podiam me proporcionar.
O centro de informática tem várias empresas investindo pesado lá dentro... HP, Microsoft, Samsung, Motorola... enfim o CIn é assunto pra outro post...

O procedimento pra troca foi simples. Vi um papel no quadro de avisos do CTG informando da publicação do edital para Ingresso Extra-Vestibular - Tranferência Interna. Entrei no site da Pró-Reitoria para Assuntos Acadêmicos (que nome bonito pra Proacad) e lá tinha tudo explicadinho sobre as vagas e critérios para mudança. Daí só precisei entrar no Sig@ e fazer a solicitação.

Ahh! Já ia esquecendo... vou ter o crachá para acessar as dependências do CIn... e cá pra nós, quem nunca quis ter um daquele hein?


TROCA DE LINKS



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Ciência Salvou Minha Alma

Há três anos atrás eu estava em um observatório, bem distante da cidade mais próxima e geralmente era completamente escuro à noite. Era proibido fumar do lado de dentro, então à 1 da manhã eu saí para um cigarro.

Depois de alguns minutos parado na escuridão eu pude perceber que conseguia enxergar claramente minha mão, algo que eu não conseguiria fazer nas noites anteriores. Então eu olhei para cima esperando ver o brilho da lua cheia, mas a lua não estava à vista. Ao invés, havia uma longa e brilhante nuvem bem acima de mim. Os romanos a chamavam de “a via galáctica” (a estrada de leite), hoje a chamamos de via láctea. Para aqueles que perderam essa aula na escola os fatos básicos são esses:




  • Lembre-se que um ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros
  • A nossa galáxia tem um diâmetro de aproximadamente 100 mil anos-luz
  • O nosso Sol está localizado na extremidade de um dos braços espirais, a cerca de 26 mil anos-luz do núcleo da galáxia.
  • São necessários de 200 a 250 milhões de anos para o sol completar uma orbita em volta do núcleo.
  • Ao redor da galáxia, acima e abaixo do disco numa auréola circular existem aproximadamente 200 aglomerados globulares, que podem conter até um milhão de estrelas cada.
  • A via láctea contém 200 Bilhões de estrelas aproximadamente.
Esses números são essenciais para compreender o que é uma Galáxia. Mas quando a contemplamos uma parte da mente humana protesta que não pode ser assim, mas uma investigação das evidências nos leva a conclusão que é. E se você chegar a essa conclusão numa noite escura e limpa quando olhar para cima, você pode ver algo que irá mudar sua vida.





É assim que uma galáxia se parece vista de dentro, dos subúrbios do nosso Sol.
Através de um binóculo, para cada estrela que consegue enxergar com olho nu, você verá mais 100 ao redor dela todas suspensas através de uma névoa azul acinzentada. Se você olhar através de um telescópio barato e esperar que seus olhos se ajustem à escuridão e consigam se focalizar, você vai ver o que essa névoa realmente é... MAIS ESTRELAS. Como poeira se estendendo até onde se parece ser O INFINITO.
Mas você tem que ter o conhecimento, enxergar é só metade. Naquela noite a 3 anos atrás eu sabia de um pouco das coisas que estavam lá fora. O tipo, a escala e a idade das coisas, a violência e a destruição, a energia pulsante, a gravidade inexorável, e o desespero da distância. Mas eu me senti seguro, pois sabia que meu mundo está protegido pela mesma distância que os outros temem.
É como se o Universo estivesse gritando na sua cara: “VOCÊ SABE QUEM EU SOU? QUÃO GRANDE EU SOU? QUÃO VELHO EU SOU? VOCÊ PODE SEQUER COMPREENDER O QUE EU SOU? O QUE É VOCÊ COMPARADO A MIM?”.
Mas quando você aprende ciência você pode sorrir para o Universo e responder: “Cara! Eu SOU você!”.
Quando eu olhei para a galáxia naquela noite, eu sabia que até o mais fraco cintilar de uma estrela era uma conexão real entre meu olho ao longo de um fino raio de luz até a superfície de um outro sol. Os fótons que meus olhos detectam, a luz que eu vejo e a energia que interage com meus nervos, vieram daquela estrela! Eu pensei que eu nunca poderia tocá-la, mas mesmo assim, algo que vem dela atravessa todo o vazio e me toca. Eu nunca poderia ter imaginado.
Os meus olhos viram apenas pequenos pontos de luz, mas a minha mente enxergou muito mais. Eu vi as explosões de radiação Gama das estrelas gigantes serem convertidas em energia pura pelas suas próprias massas. Flashes de luz que brilharam do outro lado do universo muito antes de a Terra ter se formado. Eu vejo o brilho invisível das micro-ondas da radiação de fundo, deixado pelo big bang. Eu vejo estrelas vagando erroneamente a centenas de kilometros por segundo e o espaço-tempo se curvando em volta delas. Eu até mesmo consigo ver milhões de anos no futuro. Aquele brilho azul irá explodir um dia, aniquilando todos os sistemas solares próximos, em um apocalipse que, em uma comparação, faria a fúria dos deuses humanos, parecer algo patético. Mas foi a partir de uma destruição dessas que eu fui formado. Estrelas morreram para que eu pudesse viver. Eu sou um produto de uma SUPERNOVA... E você também!


Na luz desses fatos indiscutíveis, dessa verdade parcial e reveladora, qual o espaço que há no século 21 e além para as alegações mágicas das religiões organizadas?
As primeiras religiões eram por qualquer definição, primitivas. Por motivo de limitação de população, comunicação e regiões geográficas, elas nunca haviam crescido para nada além de uma preocupação local. Mas as religiões sofreram mutação através dos tempos e se tornaram mais sofisticadas, como que a cada geração os homens sagrados aprendessem o que funcionava ou não, o que deixava as pessoas obedientes e o que causava revolta. Quais idéias as pessoas podem facilmente evadir, e quais iriam assombrá-las até o ponto em que elas teriam de rezar para conter o medo crescente. Quando a população cresceu devido ao desenvolvimento lento, porém certo, do conhecimento, como se estivessem numa guerra, as religiões entraram numa corrida armamentista entre si. Dos deuses do vento, do trovão e o mar, as ameaças e as escalas de poder dos deuses cresceram a níveis supremos, ao ponto de que toda religião organizada possuía um deus que era onipotente, onibenevolente, onisciente, e palavras como “infinito” e “eternidade” eram usadas sem escrúpulos, enquanto que todas as outras palavras são abertas à abuso até que signifiquem exatamente o que as religiões querem que elas signifiquem.

Naquela noite sobre a via láctea, eu que tive a experiência não posso chama-la de uma experiência religiosa, porque eu sabia que ela não foi religiosa em nenhum sentido. Eu estava pensando sobre fatos e física, tentando visualizar o que realmente eu estava vendo e não o que eu gostaria que fosse. Não existe uma palavra que exprima esse sentimento provindo dessa revelação científica, e não mística. O motivo disso é que toda vez que alguém sofre esse deslumbre, a religião a rouba simplesmente dizendo: “Ah! Você teve uma experiência religiosa.” E os espiritualistas vão dizer a mesma MERDA! E eles sempre ficam enfurecidos quando uma ateísta como eu, diz que só pode ter essas experiências depois de ter rejeitado qualquer coisa sobrenatural. Mas eu admito que depois dessas experiências, quando a realidade me atinge como um bilhete premiado de loteria, eu frequentemente penso sobre religião… E o quão sortudo eu sou por não ser religioso.


Você quer aprender algo sobre deus? Ok…



Isto é uma galáxia. Se deus existe, deus fez isto. Olhe para ela! Admire-a! Aceite-a! Se ajuste a ela. Porque essa é a verdade, e provavelmente não vai mudar muito. Foi assim que deus fez as coisas. Deus provavelmente gostaria que você olhasse para ela, aprendesse sobre ela, para tentar entendê-la, mas se você não pode olhar, se você não quer nem tentar entender, o que isso diz sobre a sua religião? Como o bispo Lancelot Andrews disse uma vez: “Quanto mais perto de uma igreja, mais distante de deus.”

Talvez você precise se afastar da mesquita, da igreja. Se afastar dos padres, dos omãs, dos livros, para ter qualquer chance de encontrar deus. Esprema uma fração ínfima de uma galáxia em sua mente e então você terá uma idéia melhor do que está procurando. Quando você compreende, mesmo que parcialmente a escala de uma única galáxia, você tem a impressão de desaparecer. E quando você se lembra das outras galáxias, você encolhe novamente centenas de bilhões de vezes e então você se lembra o que você é. Os mesmos fatos que dizem o quão insignificante você é, também explicam como você chegou até aqui. É como se você se tornasse mais real, ou talvez o universo se tornasse mais real. Repentinamente você se encaixa, você pertence, você não precisa se ajoelhar, você não precisa temer. Nesses momentos, a única coisa que você tem que fazer, é continuar respirando.
A matéria que o constitui desde que você nasceu, é tão velha quanto o cosmos, a forma pode ser nova e única, mas os materiais já tem 13,7 bilhões de anos de idade. Processados pela fusão nuclear em estrelas, moldado pelo eletromagnetismo... palavras frias para processos tão impressionantes. E esse bebê, era você... É você! Você é impressionante, não só está vivo, mas também tem uma mente. Qual tolo trocaria isso por qualquer bilhete premiado que já existiu?
Quando eu comparo o que o conhecimento científico fez comigo, com o que a religião tentou fazer... As vezes eu sinto calafrios. A religião diz às crianças que elas podem ir para o inferno e que elas têm de acreditar, enquanto que a ciência diz que elas vieram das estrelas e apresenta motivos nos quais elas podem acreditar. Eu já contei a diversas crianças sobre estrelas, átomos, galáxias e o big bang, e eu NUNCA vi o medo em seus olhos, apenas o encanto e a curiosidade. Elas querem mais! Por que as crianças nadam enquanto os adultos se afogam? O que aconteceu com a realidade entre a infância e a idade adulta? Será que alguém prometeu algo que é tão lindo que o nosso universo parece estúpido e vazio... E até assustador em comparação?
Isso tudo ainda pode ter sido feito por algum criador, mas a religião fez parecer que é algo desagradável. A religião define tudo que não a si própria como algo profano e pecaminoso. Enquanto embeleza e dignifica suas mentiras e erros como um porco que veste a melhor das roupas. Em seu esforço de tentar nos impedir de enxergar a realidade, a religião se tornou a realidade que não podemos encarar. Veja o que a religião já nos obrigou e nos obriga a fazer... com nós mesmos e para os outros. A religião roubou nosso amor e lealdade e a deu para um livro, para um pai telepático que diz às suas crianças que o amor significa se curvar diante dele. Eu não sou pai, mas posso dizer que essas crianças vão crescer perturbadas. Não pode ser saudável para uma criança ou para uma… Espécie.
Foi-nos dito a muito tempo atrás que só havia a Terra, que éramos o centro do universo. Isso se mostrou uma mentira. Nós ainda não conseguimos se ajustar a isso... ainda estamos em choque. O universo não é o que nós esperávamos que fosse, não é o que eles nos disseram que seria. Esse entendimento cósmico é novo para nós, mas não há nada a temer. Nós ainda somos especiais, ainda somos privilegiados... Pode haver um paraíso, mas ele não será perfeito e nós mesmos é que teremos que construí-lo. Se eu tenho algo que pode ser chamado de alma que precisa ser salva... Então a ciência a salvou da religião.
Algumas pessoas acham realmente deprimente o fato de que o universo só poderá suportar a vido por mais apenas 30 bilhões de anos. . . 30 BILHÕES DE ANOS! Você deve estar de sacanagem!